A que pode conduzir a insónia e que sintomas físicos estão relacionados com a insónia?
- Joana Maria Matos

- 10 de set. de 2024
- 2 min de leitura
Estudos sobre Duração do Sono e Saúde
Os Estudos de Coorte, por ex., acompanharam um grupo de pessoas ao longo do tempo e analisaram a relação entre duração do sono e consequências de saúde.
As principais conclusões indicam que a causa dessa relação não é clara.
Provavelmente, as pessoas que dormem pouco ou muito têm problemas de saúde subjacentes.
Relação entre um Sono Insuficiente e Risco de Morte
As possíveis explicações são: Pessoas que dormem pouco podem ter problemas de saúde (por ex: artrite, diabetes) que interrompem o sono. Pessoas que dormem muito podem ter problemas de saúde (por ex: depressão) que levam a um sono excessivo.
Sintomas Comuns Relatados por Pessoas com Insónia
Muitas pessoas com insónia descrevem experimentar tiques musculares, sensações de formigueiro e tensão, especialmente próximo da hora de dormir. Esses sintomas físicos não são consequências diretas da falta de sono, nem indicam necessariamente deficiências ou desequilíbrios. Em vez disso, esses sintomas fazem parte do mesmo processo de hiperestimulação que causa a insónia.
Algumas pessoas com insónia também relatam experimentar súbitos aumentos de energia e sobressaltos próximo à hora de dormir. Assim como os outros sintomas físicos, esses surtos de energia estão relacionados com a hiperativação geral do sistema nervoso que caracteriza a insónia.
A Relação entre Sintomas Físicos e Insónia
A insónia é fundamentalmente causada por um estado de hiperestimulação e hipervigilância constante. Essa condição de alerta excessivo faz com que a pessoa fique extremamente consciente de todas as sensações e mudanças no seu corpo. Assim, alguns sintomas físicos subtis que normalmente passariam despercebidos, tornam-se hiper-evidentes para quem sofre de insónia.
À medida que a insónia é tratada e a hiperestimulação diminui, esses sintomas físicos tendem a desaparecer naturalmente.
Recomendações Práticas
Pode ser importante dormir bem ( entre 7-8 horas por noite, para a maioria das pessoas ) e se conseguir ter uma rotina estruturada (um horário relativamente "fixo" para deitar e outro para levantar) pode ser ajudar a implementar um sono de qualidade. Mas se está a sofrer de insónia, não stresse demasiado se não atingir as horas recomendadas. Todos nós passamos por fases que, devido a determinados problemas ou determinados contextos menos favoráveis, dormimos menos, pior, quase nada ou mesmo nada. Se percebe que após essa fase continua a não dormir o que idealizou tenha presente que NADA É PARA SEMPRE.
Perceber o que se está a passar com o seu cérebro (ver o tópico "Porque é que eu quero dormir mas o meu corpo/cérebro não me deixa?"), ter coragem para aceitar que o resultado de uma noite mal dormida pode acontecer e que não conseguimos controlar tudo e finalmente, ser gentil consigo próprio são os pilares principais para ultrapassar esta fase.
A conjugação de técnicas como a Abordagem do Não-Apego ao Resultado, Terapia de Aceitação e Compromisso e Terapia Cognitivo-Comportamental para Insónia (TCC-I) realizadas por especialistas na área, ajudam a reduzir a hipervigilância e a hiperestimulação, levando à melhora dos sintomas físicos e mentais.


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