Compreender e Superar a Insónia: Uma Jornada de Autocompaixão
- Joana Maria Matos

- 10 de set. de 2024
- 2 min de leitura
Três Eventos de Dissociação
Primeiro Evento - Quando enfrentamos um evento stressante, naturalmente dormimos menos para ficar mais vigilantes e lidar com a situação.
No entanto, começamos a pensar que dormir menos do que o "normal" é um problema, desassociando o stresse da falta de sono.
Agora, o medo de não dormir torna-se o principal impulsionador da insónia, criando um ciclo vicioso.
Segundo Evento - À medida que tentamos desesperadamente dormir mais, as nossas preocupações com o sono crescem. O medo de experimentar o desconforto da ansiedade e do pânico torna-se tão dominante quanto o medo de não dormir.
Essa camada adicional de medo do medo leva a um nível mais profundo de luta contra a insónia.
Terceiro Evento - Após um longo período a lutar contra a insôónia, podemos começar a temer-nos a nós próprios e a nossa própria experiência.
Pensamos que algo está errado conosco, o que nos leva a uma autocrítica e a um sentimento de desesperança. Essa separação entre nós e nossa própria experiência adiciona mais uma camada de desafio à superação da insónia.

Três Níveis de Acolhimento
Acolher a Vigília - Aprender que estar acordado à noite não é perigoso ou prejudicial pode ser tudo o que é necessário para aqueles cuja insónia é impulsionada principalmente pelo medo de não dormir. Expor-se à vigília, acolhendo-a sem tentar escapar dela, pode ajudar a treinar o cérebro a entender que não há nada a temer.
Acolher o Medo - Quando a insónia é impulsionada pelo medo do medo, é importante aprender a acolher essa emoção desconfortável. Em vez de tentar evitar ou suprimir o medo, podemo-nos permitir experimentá-lo, entendendo que é uma resposta humana normal e segura.
Acolhermo-nos a Nós Mesmos - No nível mais profundo, a chave para superar a insónia é a autocompaixão. Assim, ser gentil e compreensivo connosco próprios, em vez de nos criticarmos, pode ajudar a dissolver as camadas de luta e sofrimento. A autocompaixão aborda a raiz do problema, permitindo que nos reconciliemos com a nossa própria experiência.

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